quarta-feira, 31 de março de 2010

A comovente história da mãe de uma outra Isabella



Maysa e sua filha Isabella

A pernambucana Maysa de Barreto, de 26 anos, tem câncer terminal e faz tratamento intenso de quimioterapia contra uma doença rara, leucemia mieloide crônica. Maysa depende de um transplante medular para sobreviver. Ao ler o depoimento de Ana Carolina de Oliveira, a mãe de Isabella, concedido para mim na revista ÉPOCA, Maysa resolveu me pedir que enviasse uma carta à mãe de Isabella. Ela conta ao blog que em março de 2008 estava enfrentando uma grande depressão até conhecer o caso Isabella. Ela diz que se inspirou em Ana Carolina para lutar pela vida. Estive com Ana Carolina de Oliveira algumas vezes e realmente pude constatar essa força interna.
“Ela não tinha mais sua filha e tem a vida toda pela frente, eu tenho minha filha e não tenho a vida pela frente. Poderia ter sido diferente? Isso é injusto? Não, porque Deus tem um propósito na vida de cada um e nós temos que nos conformar mesmo que pareça errado. Em uma de suas últimas entrevistas, Ana Carolina disse que era um fim de um ciclo. Eu peço a Deus que ela realmente se dê essa oportunidade de começar uma nova vida. Isabella não vai ser jamais esquecida pelos brasileiros e muito menos por ela, como minha Isabella jamais será esquecida por mim onde eu estiver”, diz.
Maysa afirma que seu grande amor, o marido Marcelo, deixou de fazer tudo para cuidar dela. “Minha filha não poderia ter tido melhor pai do que ele, um homem trabalhador, amoroso, dedicado, forte e paciente. Não é fácil segurar a barra do que ele ainda segura hoje”.
A história dessa pernambucana mãe de Isabella é comovente e inspiradora para aqueles que acreditam no prazer de viver. “Até onde eu vou? Não sei. As minhas expectativas hoje são: O que comer no jantar? Do que brincar com minha filha? Que música escutar? Ver fotos de mergulhos que tenho com meu marido. Planos? Nenhum! Eu tento ter minha cabeça hoje como eu tinha há três ou quatro anos, só que com algumas limitações. Terminal, hoje, só a mamadeira de minha filha, as conversas com minha mãe e minha irmã, o ronco do meu marido e meu dia.
Aproveitem a vida e muito!
Fé em Deus sempre!”
Publico aqui a carta na íntegra de Maysa Barreto para Ana Carolina de Oliveira
Olá, Ana Carolina, meu nome é Maysa Barreto, resido atualmente em Recife-PE. A intenção do email é que ele seja encaminhado para a jornalista Kátia Mello. Creio que ela foi responsável pelo depoimento que Ana Carolina Oliveira, mãe da menina Isabella, concedeu recentemente à revista ÉPOCA.
Queria pedir que ela encaminhasse um e-mail meu à mãe da menina, esperei algum tempo para mandar, mas agora sinto que é a hora, com tantos acontecimentos em torno dela. Independentemente se receberei retorno deste e-mail, gostaria de adiantar o assunto.
Tenho 26 anos, acabei de ser mãe.
Sou “matuta” do interior de Pernambuco e como “matuta” sempre tive curiosidade em tudo que fosse para sair do meu mundo. Aos 15 anos, saí de casa para estudar fora da cidade. Desde então, não parei mais. Morei em três cidades diferentes até chegar em Olinda, apoiada pela minha família. Sem minha família eu não seria nada hoje e Deus é tão bom que fez com que todos meus familiares me apoiassem em tudo sem saber do meu futuro.
Aos 18 anos, fiz uma viagem a Porto de Galinhas e lá comecei a praticar “minha liberdade”, o mergulho; não parei mais, viajei para fora do país e assim fui fazendo tudo que gostava. Quando completei 23 anos, estava em Buenos Aires, comemorando com meus amigos e tive um dos maiores sustos da minha. Passei mal e fui encaminhada para o hospital. Lá descobriram que eu tinha um tipo de leucemia rara, mieloide crônica. Eu, que gostava de fazer tudo nessa vida, estava namorando com o amor da minha vida, aproveitava cada minuto como se fosse o último, não tinha medo de nada e nem de ninguém.
Depois que descobri, vim para o Brasil urgente, fui internada às pressas e partir dali, travei uma batalha. Não baixei a cabeça e não pensava em morrer. Eu tinha duas opções: Lutar ou desistir. Meu feitio sempre foi o primeiro.
O tratamento é como os outros, mas como o meu tipo era raro entre jovens, eles meio que pegam pesado rs. Fiz muita químio, mas o que eu esperava mesmo era o transplante de medula. Tenho três irmãos e nenhum foi compatível comigo, nem papai e nem mamãe. Simplesmente NÃO ACHAVAM. Eu pensava que ninguém batia a medulinha com a minha e comecei a ficar preocupada porque eu sentia que faltava realizar uma coisa, só uma. UM FILHO.
Eu não queria um filho porque eu pensava que ia morrer. Eu queria porque sempre fui apaixonada por criança e isso era um desejo meu antigo. Passada essa tempestade, veio a boa notícia: TEM MEDULA FRESQUINHA NA ÁREA! Eu? adoooooooro, né?! rs
Eu fiz! Fiquei radiante demais, só felicidade! Poderia voltar à minha vida em pouco tempo, claro que moderadamente. Isso serviu para que minha família, meus amigos e meu amor se aproximassem mais ainda. PERFEITO. Tudo beleza de novo. Do dia em que descobri a doença para o transplante foram quase dois anos. Prometi a mim mesma que, a partir dali, seria diferente. Logo eu e meu amado resolvemos juntar os trapinhos e morar juntos. Só amor, felicidade, saúde e… bebê. Isso mesmo, engravidei. Esse dia foi assustador e ao mesmo tempo feliz demais! O que mais tive medo foi de a doença voltar, porque agora não era só eu. Era meu filho. Eu temia e ela voltou.
No meu terceiro mês de gestação descobri que ia ser mãe de uma menina. E no quarto eu, minha médica e meus familiares tomamos uma decisão difícil, a de suspender o tratamento, que ia fazer mal para minha princesa. Ela já era minha princesa, eu estava disposta a dar minha vida para ela. Minha médica explicou que assim que eu tivesse minha filha, entraria num tratamento intensivo, a doença avançava, logo era crônica. Eu não poderia nem amamentar, pois as drogas são fortes. Comecei o tratamento de leve, se assim posso me referir…
Desviando um pouco a história, tenho que ressaltar a minha ligação íntima com Deus, antes mesmo da doença, muito antes, claro que depois isso se intensificou…
Eu, como todos os brasileiros, acompanhamos o caso da menina Isabella, pedi muito ao Pai por ela, ao mestre Chico Xavier, aos espíritos de luz, que levassem ela com muita paz e explicassem para ela o estava acontecendo, que ela agora estava segura.
Bom, Isabella está com 3 meses. Isabella é minha filha. Uma menina forte e linda. Ela vai ser forte demais, como eu. Ela vai lutar até onde der, como eu estou fazendo agora. No momento me encontro internada em Recife. Olha, sou uma pessoa realista, sempre fui e não estou com a bola cheia não, não estou numa das minhas melhores chances. Quem estiver lendo, não pense que fico deprimida, porque NÃO. Eu tenho consciência que minha Isabella vai crescer sem a mãe, mas eu quero que ela faça tudo que tem direito como eu fiz. Eu amei, aproveitei, chorei… eu vivi muito bem esses meus anos. Eu tenho fé demais em Deus, sei que para onde eu for vai ser bom.
Espero que pelo menos tenha um mar para eu dar uns mergulhos bacanas e que de lá eu possa ver minha filhota, até a hora em que eu estiver pronta para voltar. Nas minhas orações, tenho pedido para encontrar a outra Isabella quando chegar lá. Ela me passa paz. Eu quero vê-la e abraçar como se tivesse abraçando a minha Isabella e dizer que ela mudou o jeito das pessoas… O nome da minha filha foi uma homenagem para ela. Eu sinto amor por ela.
Que a mãe de Isabella nunca desista de nada, porque Deus é justo e correto. Nunca duvidemos Dele em nada.
Amanhã vou para casa, meus cuidados agora serão lá junto de todos que eu amo.
Eu não desisti, não parei de lutar, mas às vezes chega um ponto em sua vida que você tem que entender que fez sua parte. Eu realizei meu maior sonho.
Eu tenho 26 anos, acabei de ser mãe e tenho câncer em estado terminal.
Por Kátia Mello (colunas.epoca.globo.com)

terça-feira, 30 de março de 2010

Coisas de Josi - ninguém entende

Eu coisio, tu coisias, ele coisia, nós coisiamos, vós coisiasis, eles coisiam.
Partindo desse ponto, entendo que não é tão ruim assim carregar as minhas ‘coisas’ na cabeça.
A coisa da qual quero falar agora é a amizade. Mas não uma amizade qualquer, estou falando daquela amizade. Que coisa, quem entende esse nó? Coisa de 7 cabeças, 20 pés... Mas, assim são as coisas. Nem todas, mas certas coisas são assim. Quer saber, vou pensar em outra coisa.

segunda-feira, 29 de março de 2010

A arte de se surpreender

É impressionante como a nossa vida é repleta de surpresas. Boas ou ruins, elas aparecem para quebrar a nossa rotina, fazernos sair da linearidade e encarar o novo. Isso é bom. Renova nossos conceitos, nos dá um novo ponto de partida.
Ultimamente eu tenho me surpreendido um pouco. Não sei porque, pois o ser humano é de fato uma caixinha de surpresas. Mas tem coisas que a gente nunca espera de alguém, não é? E era assim. Até as coisas começarem a acontecer e eu começar a me surpreender, dia após dia. É nesse momento que a gente se questiona: verdade, mentira, jogo de esconde-esconde, de esconder a... verdade ou mentira? Bom não sei...
Não faz parte da minha personalidade esperar... Geralmente corro atrás, pergunto, argumento, resolvo. Mas dessa vez, não. Não moverei uma palha. A surpresa foi grande demais. Ainda estou boquiaberta. Mas, de certa forma, aliviada. No meu trem, quero prosseguir com os passageiros que gostam de mim. Os duvidosos, podem descer na prómixa estação.

É de arrepiar

quinta-feira, 25 de março de 2010

Hora do Planeta

Pesosal, vamos fazer parte do evento HORA DO PLANETA!

No próximo sábado 27/03, das 20h30 às 21h00, vamos desligar as luzes de casa/trabalho/etc. e de todos os aperelhos eletrônicos das tomadas por 1 hora.

Façam a sua parte e colaborem com o nosso Planeta!

Mais informações em: http://www.horadoplaneta.org.br/

terça-feira, 23 de março de 2010

Riley, o cachorro com sorriso humano


O cachorro da estudante Maureen Ravelo, de 22 anos, de San Jose, California (EUA), tem surpreendido até mesmo sua família com "sorrisos" espontâneos.

"Ele sempre nos surpreende com expressões diferentes que nos fazem esquecer que ele é um cachorro", disse Maureen ao jornal inglês "Metro".

Riley é tão especial que ganhou uma festa de primeiro aniversário com direito a bolo, chapéu e parabéns.

Visivelmente satisfeito, ele "sorriu" para a foto.
Fonte: G1

IMPLANTAÇÂO DA IAM


segunda-feira, 22 de março de 2010

Dia Mundial da Água!!

FDS estranho...

Esse final de semana foi imprevisível:

Não fui pra onde tinha certeza que ia;
Fui pra onde não sabia se ia;
Fiquei a tarde toda onde pensei que ia ‘dar uma passadinha’;

E o mais imprevisível: NÃO BRIGUEI COM O DAN NENHUMA VEZ!!!

É estranho ou não é???